Minha transição capilar #SoltaOsCachos

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Olá, gente !! Hoje eu venho falar sobre um processo meio complicado (pelo menos para mim está sendo), a transição capilar. Para quem não sabe, transição capilar é quando você deixa de utilizar processos químicos no cabelo e deixa ele natural. Bem, eu utilizava química de relaxamento (do salão Beleza Natural) a pelo menos 10 anos e alguns meses, comecei mais ou menos com 6 anos de idade e parei no início desse ano (2016), com 17. Segundo a minha mãe, ela começou a me levar ao salão para reduzir o volume do meu cabelo, já que ela dizia que ele molhado ficava lindo e quando secava ficava tipo juba de leão. Eu não posso confirmar e nem desmentir a história, até porque eu não tenho nenhuma foto minha com menos de 6 anos com o cabelo solto, apenas um rabo de cavalo com cachinhos. E até os 3/4 anos de idade meu cabelo era liso, então eu realmente não sei como ele é sem a química de relaxamento.

Eu estou a 6 meses sem fazer o relaxamento e foi só agora que minha ficha caiu de que estou em transição, achava que somente pessoas que haviam feito progressiva que entravam no processo e que só elas deveriam fazer o Big Chop (BC = Grande corte, onde você tira toda a parte com química de uma só vez). Quando eu caí na real, e vi que também estava sujeita ao BC, entrei em desespero, porque meu sonho é ter cabelo grande, já que ele sempre foi no máximo na altura dos ombros, inclusive eu estava fazendo o projeto rapunzel desde o final do ano passado, então para mim foi realmente um choque ter que cortar o cabelo de forma radical. Mas depois passei a pesquisar mais sobre a transição, sobre meninas que estão ou que passaram por ela e vi que o BC não é obrigatório, que só deve realizá-lo quem realmente tem certeza de que quer fazer, então resolvi que não irei fazê-lo, vou cortando as partes com química aos poucos, até porque como o relaxamento “não tira os cachos”, meu cabelo vai continuar cacheando, só terei que disfarçar as duas texturas, mas isso por enquanto não está sendo um problema (estou com 3/4 dedos de raiz natural). Acho que meu maior medo, quando comecei, além do big chop, era o tipo de textura que meu cabelo ficaria quando ficasse natural, porque quem tem cabelo crespo/cacheado sabe que a textura tipo 4, que são essas aqui, sofrem muito mais preconceito do que as demais, mas agora isso não é mais problema, eu quero meu cabelo natural independente de como ele seja e não estou aí para o preconceito alheio, eu sempre achei que nasci para derrubar preconceitos (algum dia falo sobre a minha vida, numa espécie de “Draw my life”, haha), então é isso que quero.

Se você tem medo de entrar em transição, eu sugiro que você veja histórias de meninas que também estão ou que passaram por ela e converse com algum amigo (eu conversei sobre tudo isso com meu namorado e o apoio dele está sendo super importante para mim, obrigada por tudo meu gato <3333, seu companheirismo me faz te amar cada dia mais e mais), ter alguém do seu lado durante esse processo é muito importante, mas se você não tiver algum conhecido que possa contar, saiba que existem muitos grupos sobre transição e que eu também estou aqui (quer dizer, eu respondo melhor lá no meu Instagram, que é @thay_pinheir0, e também no Google+, no grupo de crespas/cacheadas que eu criei por lá) para ajudar vocês <33. Então é isso meninas, vou deixar vocês com a inspiração da Bruna Caixeiro, que com 2 anos de cabelo natural (se não me engano) tá com um cabelon lindo quase na cintura:

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Eu ia por mais imagens, mas as que eu achei não ficaram legais aqui no WordPress, mas vou por todas lá no Espaço das Crespas/cacheadas.

~> Então é isso, espero que vocês tenham gostado do post;
~> Bjs e até a próxima :*.

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Meu cabelo não é ruim

opiniões

Fonte: Ouse cachear

“Torce pro cabelo não puxar ao seu”, “ainda bem que meu cabelo não é ruim”, “quando você vai fazer um relaxamento nesse seu cabelo duro ?” já ouviu algumas dessas frases ? Não ?? Ajoelha e agradece aos Deuses então. Essas frases sempre estiveram e ainda estão presentes no meu dia a dia. Hora ou outra acontece na rua, em casa… Sai da boca de um desconhecido, um conhecido, alguém próximo. Você já falou algumas delas ? Já se referiu pejorativamente ao cabelo de alguém ? Já agradeceu pelo seu cabelo ser bom ou rotulou o cabelo de outro como “ruim” ? Já pensou o quanto isso machuca o outro ? Já refletiu sobre o que seria um cabelo “ruim ?. Eu não consigo nem classificar qual é o pior resultado desse preconceito, se é o constrangimento ou quando você começa a acreditar nele, que só cabelos lisos (ou com raiz lisa) são bonitos e bons. Eu passei do estágio um, ficava (ainda fico) sim com raiva quando diziam/dizem que meu cabelo é duro, mas naquela época passei a me achar horrível por causa do meu cabelo e depois comecei a achar muitos outros defeitos para ficar me lamentando na frente do espelho ou nas fotos. Aliás, evitava fotos ao máximo, e quando isso não era possível, não sorria para nenhuma, acreditava que eu ficava ridícula quando sorria, ficava mais feia que o normal. Durante muito tempo na minha infância lembro de ficar rezando pedindo para o meu cabelo ficar liso, mas esse pedido nunca foi atendido e hoje em dia agradeço por isso. Passei a me ver de forma diferente quando comecei a ver as cacheadas na internet, com cabelos lindos, crespos, volumosos, compridos e comecei a me espelhar nelas, porque poxa, se elas conseguiam ter cabelos bonitos, ser bonitas e felizes com eles, porque eu não poderia ser também ?. Passei a cuidar mais do meu cabelo, ler mais sobre o assunto, tentar formas novas de finalização até que eu ficasse satisfeita com o resultado, comecei a sorrir paras as fotos, me achar bonita. E é por isso que eu decidi falar também sobre cabelo aqui no blog, porque é muito importante para cacheadas e crespas terem exemplos no seu meio, informações, dicas, para que não se sintam obrigadas a alisar só porque a sociedade acha melhor, mais bonito, mais aceitável. Cada um deve ter o direito de escolher o cabelo que se sente melhor (seja liso, cacheado, crespo ou alisado), sem medo, sua escolha não deve ter consequências negativas. Ah, e só mais um detalhe, cabelo crespo não dá mais trabalho do que outro tipo, tá bom ?! Qualquer cabelo deve ser cuidado, com uma rotina de hidratação, nutrição, reconstrução, ter as pontas cortadas de tempos em tempos, então não repita esse discurso. Outra coisa, eu aceitei meu cabelo do jeito que ele é, não porque está na “moda”.

Adeus 2015…

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Estou meio atrasada, mas cá estou eu para essa linda (?) retrospectiva. 2015… Não sei para vocês, mas pra mim foi um ano neutro (sendo otimista), cheio de altos e baixos (mais baixos do que altos). Foi meu ano de vestibulando, foi meu ano de desapego, de apego, de decepções, de conquistas, de mentiras, de verdades. Entrei com metas e sai com as mesmas nas mãos. Mas, em 2016, decidi ir contra o que os pessimistas dizem na virada “O ano vai continuar o mesmo, não sei porque comemoram, blá blá  blá”, a quem pensa assim eu ofereço abrigo, tenho dó dessas pessoas que não pensam em mudar, em refletir e se informar mais sobre o que acontece ao seu redor, em não acreditar em só uma fonte, buscar sempre várias versões de um mesmo assunto, já que ainda vivemos em uma guerra fria, em um mundo divido por interesses, entre direita e esquerda. E também, ainda vivemos num mundo onde mulheres, negros, homossexuais, transsexuais, índios e pobres sofrem preconceito, e como sofrem. Por que não ajudar a tornar tudo mais justo ?.
Outro assunto (bombado do ano passado), as pessoas costumam muito criticar e zombar a Bela Gil, ao invés de questionar o quão a alimentação de si mesmo deve mudar, não por estética, mas por saúde.
E é com muito prazer que eu me despeço de 2015 e entro em 2016 com a mente aberta a novas experiências, novas opiniões, novos alimentos, novos exercícios, novas pessoas (só o moze que vai continuar o mesmo <3), nova rotina e com novidades pro blog  (até porque ele merece, haha).
E você ? Quais são suas metas ?.

Aberta é diferente de vazia

Hoje decidi tirar um post só para falar de um assunto que vem rodando minha cabeça há algum tempo. Você já parou pra pensar sobre o conceito de “mente aberta” ? Ok, sempre experimentar coisas novas e/ou respeitar coisas novas. Essa definição muitas vezes se aplica a comer determinada comida, respeitar homossexuais, certo ?. Existem pessoas que levam isso a sério até demais, acham que isso pode ser uma desculpa para usar drogas, beber bebidas alcoólicas antes da idade certa. As vezes conseguem até levar outras pessoas para o mesmo caminho usando esse argumento.

Eu não penso nem um pouco assim, chamo até de “cabeça fraca” quem faz esse tipo de coisa. Você não é obrigado a gostar e fazer o que seus amigos fazem, se sente excluído por não fazer ? Se te excluem não são seus amigos, parte pra outra parceiro. Segue seu caminho certo, depois de alguns anos você compara a sua vida com a deles, vê se o álcool e as drogas mudaram a vida dessas pessoas para melhor, se bem que hoje em dia não é preciso esperar, nas ruas, na tv, na internet, são lugares que sempre surgem histórias de pessoas que se deixaram levar e hoje não são ninguém.

Curtir a vida é uma coisa, ser babaca é outra. Não sei se vocês já ouviram um ditado que diz “Tudo tem seu tempo”, curte quando seu caminho já estiver feito, não joga os estudos para os ares só por causa de festas e “rolezinhos”. A vida é mais do que isso.

Não seja um Bin Laden para os EUA

Título chamativo não ? HAHAHA, mas não vai entrar nem um pouco de acontecimentos históricos nesse post ( no finalzinho do post eu explico o porquê do título). Costumo por assuntos cotidianos no blog, então o acontecimento de hoje não poderia passar em branco por mim ( jamais ! Haha). O professor de sociologia havia passado um trabalho sobre “Imaginação sociológica”, já ouviram falar ? Com certeza sim. É quando você escolhe um assunto QUALQUER e decide ver a história e a ligação dele com os dias de hoje. Meu trabalho falava sobre o Arroz ( hmm, pensar nesse trabalho dá uma fome, hehe), e hoje ( dia de uma pré-entrega para o professor), uma menina me questionou: “ARROZ ? POR QUE ARROZ ? Nossa, o que você escreveu sobre ele ?”, como se fosse um grande absurdo, o que me causou uma tremenda irritação (mas na hora fui super calma e lancei uma das minhas piadinhas: “porque eu estava com fome” e dei um sorriso forçado).

E tudo isso me fez lembrar como as pessoas desprezam ações simples ou objetos simples. Me fez pensar em como é difícil achar alguém que não seja esnobe, daquele tipinho que fala “Comprei um iPhone 5s e você aí com seu Windows Phone”, “Ontem estudei o dia inteiro e fiz todos os deveres”. Meu amor, não precisa se sentir melhor por estudar, isso é sua obrigação e irá mudar apenas a sua vida, então contar aos demais não fará diferença. Comprar um iPhone não é status, qualquer um pode parcelar no cartão. Não vou ser hipócrita em dizer que nunca me “senti” por ter comprado um iPod, mas não foi com os “outros” e sim com meus primos/ e amigos muuuuuuito chegados, e não foi nem um ato esnobe (pra mim), porque sempre foi brincadeira nossa (até porquê na escola eu super escondo, só levo mesmo porque não sobrevivo sem gravar as aulas, haha).

O título alerta que ao praticar ações ruins, você sofrerá consequências (e possivelmente acabará se tornando um “Bin Laden para os EUA”, ou seja, inimizades surgiram). Se essa menina se tornará o “meu Bin Laden” ? Hm, não sei, mas consequências ela verá (vou matar ela não gente, só vou fazer trabalhos ainda melhores sobre os assuntos simples que gosto).

~> Só pra manter o blog cultural: No livro do sociólogo Giddens Mills, ele usa o café (ou seja, um produto simples) como exemplo para explicar a imaginação sociológica (lembrando que o autor foi responsável pela “criação” dessa nova forma de ver o mundo).